Thaís em Madri

Na Espanha, Madri em breve ;)

0 notes

Depois de duas semanas em Madrid, finalmente vou escrever hahaha.

Estou completamente apaixonada por Madrid!

Para vocês terem noção do quão movimentada é a cidade, a primeira foto mostra uma rua do centro (uma das ruas que saem da Plaza del Sol) no meio da tarde, ou seja, nem era horário de pico!

A última foto é a rua principal do polígono industrial sul de Colmenar Viejo, onde trabalho…no horário em que eu chego no trabalho hehe. Sim, chego no trabalho às 7h30 e o céu ainda está assim. E isso porque o outono acabou de começar, imagina no inverno!

Moro com uma menina chamada Maria Elina, ou Melina. Ela tem 28 anos, uma filha de 10 e um namorado de 22. Vivia aqui também um indu, mas ele se foi essa semana, e a Melina está sondando o próximo morador hehe.

Notes

  • Granada, 22h00

Bem, isso é a Alhambra - ou pelo menos parte dela -, um conjunto de palácios e jardins, que é o monumento mais visitado da Espanha! E provavelmente o mais mal gerido também. 

Não me entendam mal, os prédios são geniais, mas a sinalização é precária e não há UMA placa explicando nada sobre lugar nenhum. Literalmente. 

Isso faz com que o audioguia se torne obrigatório caso você não esteja em uma excursão com guia. O problema é que este audioguia é bem entediante, porque se baseia em um livro chamado Contos sobre a Alhambra, que é basicamente um livro que descreve os palácios. Descreve. Bem, a partir do momento em que se está presente nos lugares, não se precisa mais de descrição, certo? Bem, acho que deu pra entender meu ponto.

De qualquer forma, a Alhambra foi o local na Espanha em que mais encontramos o estilo mourisco. Cada cômodo é adornado, paredes, teto e portais. Estes últimos, em forma de meia-lua ou ferradura. Pode não parecer muito legal falando assim, mas juro que quando se vê pessoalmente é fenomenal!

Concluindo, a Alhambra vale os preciosos 13 euros de entrada (mais 4 euros do audioguia) e as 4 horas inteiras que gastamos na visita. 

Amanhã é nosso último dia aqui, e seguimos (finalmente) para Madrid!

0 notes

  • Granada, 23h40

Terminando Sevilla, infelizmente, fomos à casa de Pilatos, lugar interessante, que já foi palácio de um rei (será que era rei mesmo? não lembro) que possuía uma vasta coleção de esculturas romanas. Assim, o local é todo decorado com essas peças, algumas do século I! Bastante legal. Legal também que o audioguia já vem incluído no preço da entrada. Não legal que não tenha desconto para estudantes.

Depois almoçamos no McDonald’s, que pra quem não sabe é barato em todos os outro lugares do mundo que não o Brasil, com 2 euros se consegue lanchar. Fomos procurar então a Plaza de Espanha! E mesmo ela sendo uma construção monumental e nós possuindo um mapa, conseguimos pegar o caminho errado ao entrar no Parque Maria Luíza, no qual essa praça se encontra. Pelo menos acabamos conhecendo o parque, que é muito bonito e bem cuidado. Há diversas fontes adornadas com azulejos, e encontramos uma outra praça que tinha o Museu de Arqueologia e o Museu de Arte e Cultura Populares (foto 2), prédios muito bonitos - era domingo, então só deu pra olhar por fora mesmo.

Depois de muito andar, chegamos na Plaza de Espanha, onde funcionam alguns gabinetes do governo. O lugar é gigantesco, como se pode ver, e adoravelmente lindo. Em toda sua extensão, há homenagens a várias cidades da Espanha, com um quadro de azulejos na lateral do prédio e o brasão da cidade no teto. No pequeno lago que acompanha a estrutura da praça é possível alugar barquinhos a remo e dar uma volta.

Mamãe ficou revoltada que o Guia Folha de São Paulo dela não dizia quase nada sobre a Plaza de Espanha. Mortos de Cansados, jantamos e voltamos ao hotel.

Hoje, fomos a Marbella, uma cidade litorânea e depois viemos para Granada. Dela, só falarei amanhã, porque agora são mais de meia noite aqui!

Notes

Fotos: Francisco Cardoso dos Santos, também conhecido como papai.

Fomos a um show de flamenco aqui no bairro Santa Cruz, no Museu de Dança Flamenca. Era uma apresentação relativamente curta pra relativamente pouca gente, mas tanto os músicos como os dançarinos eram fantásticos!

De instrumento, havia apenas um violão. O violonista era muito bruto. Sério, ele tocou um solo de uns 5 minutos e não se perdia a atenção nem um instante! O canto no flamenco, neste caso feito por um homem, tem bastante influência árabe, com muitos floreios e ondulações que são bem incomuns na música brasileira. Devo dizer que o cara que estava cantando tinha um controle de voz incrível pra fazer o que fazia. A percussão era feita de palmas e batidas com o pé no tablado de madeira, tanto pelo cantor quanto pelos dançarinos. Tudo isso dá uma sensação de improviso e integração entre os membros do grupo…bem, imagino que não seja só uma sensação. 

Havia também um casal de dançarinos. Difícil era dizer qual dos dois dançava melhor. Dançaram algumas músicas juntos, outras em solo. Tradicionalmente, no flamenco, a mulher se sobressai, sendo o homem apenas um “adorno”, mas nessa apresentação, seus papéis foram equilibrados.

Ao final do show, concluímos que 50min de flamenco é suficiente para deixar o gostinho de quero mais e a certeza de que aproveitaremos o resto de nosso tempo na região de Andaluzía (tradicional do flamenco) atentos a outras apresentações.

Notes

  • Sevilla, 22h10

Olá a todos!

Ontem foi dia de ir a Córdoba, uma cidade a 120km de Sevilla. O centro histórico de Córdoba possui uma parte das antigas muralhas, ruínas de uma sinagoga, um Alcázar e a catedral. O Alcázar vale à pena pelo desconto para estudantes, mas se precisar pagar a inteira de 4 euros (=10 reais), acho que deve pensar bem antes de entrar. Há jardins externos e uma pequena coleção de objetos romanos dentro do palácio. O que de fato foi muito bonito e interessante de se ver foram os mosaicos romanos, que fazem os azulejos portugueses parecerem bonecos de palitinho. Um exemplo disso é o mosaico geométrico da terceira foto.

A catedral de Córdoba era uma antiga mesquita, e no seu centro construiu-se toda a estrutura de uma grande igreja (primeira foto). E isso não ocupa nem 1/3 da mesquita original…deu pra imaginar o tamanho da mesquita? Bem, além do altar, pilares, órgãos e tudo o mais, ainda foram feitos pequenos altares nas laterais da construção, que somam mais de CEM. É realmente impressionante. O que é mais legal é que a maior parte estrutural da mesquita foi mantida, suas centenas arcos listrados sustentados por pilastras mantêm o estilo mourisco, apesar de serem adornados em seu superior com motivos católicos.

Voltando a Sevilla, fomos a um show de Flamenco! mas isso merece um post inteiro.

Notes

  • Sevilla, 9h00

Sevilla é tão, tão fantástica! 

A cidade fervilha todos os dias, e nossa vontade é de nunca ir embora. Infelizmente hoje é nosso último dia, e amanhã cedo seguimos para Granada.

Podem ver na primeira foto um edifício típico de Sevilla. Aqui no centro, há construções assim para todos os lados, sempre baixas, sempre charmosas.

Fomos ao Alcázar, o palácio da família real, daqui. Há Alcázares em vários lugares da Espanha, mas o de Sevilla é absurdamente lindo. Uma construção enorme, toda decorada com uma mistura do estilo mourisco - muito encontrado na península ibérica- com outros “católicos”, como o neogótico. Podem ver um claustro do Alcázar na última foto. A arquitetura do local é tão impressionante que se demora a perceber que não há móveis em local algum. Não que não se usem móveis, mas em uma construção tão estonteante, eles só ficariam no caminho.

Fiz a visita com aquele audioguia, que é um auto-falante portátil que possui informações sobre quase todos os cômodos e pátios do local. É caro, aumenta 3,50 euros na visita ( mais ou menos 8,75 reais), mas se seu orçamento permitir, recomendo que utilize o audioguia. A visita fica mais dinâmica e interessante, mesmo que depois não nos lembremos de metade das informações ditas.

A segunda foto mostra uma pequena parte dos jardins do Alcázar. É preciso lembrar que o sul da Espanha é um local árido e de temperaturas extremas (podendo chegar a 48 graus no alto verão), e que conseguir um jardim tão lindo e bem cuidado como este é um feito admirável. Na França, encontram-se jardins tão grandes e lindo que se paga uma entrada separada dos palácios para vê-los.

Por último, devo comentar sobre a vida noturna de Sevilla. Ir às tapas é uma atividade comum para pessoas que saem do trabalho. Em vários restaurantes, principalmente os mais frequentados pelos habitantes locais, não há lugar para se sentar. Todos ficam de pé, com uma pequena mesa alta para apoiar tapas e copos, geralmente em grandes grupos. Esses lugares enchem tanto que é difícil entrar, e as pessoas se espalham pela calçada (algo parecido com o Leão, em Viçosa, mas com comida). É muito mais legal e animado do que parece!

Notes

  • Sevilla, 00h30

Faro é uma cidade litorânea na região de Algarve (até então, estávamos no Alentejo). Faro não tem praia, mas oferece diversos passeios de barco por suas “rias”, pelas praias à volta e até as ilhas mais distantes da costa. Há passeios de todos os tipos e para todos os gostos.

Quanto aos monumentos e igrejas, porém, a cidade deixa a desejar. É mais um lugar para descansar do que qualquer coisa.

Entregamos o carro na Hertz e viemos para Sevilla hoje de manhã de ônibus. Foram quatro horas de viagem, que passei conversando com um Australiano e uma Techeca, muito muito divertido! Infelizmente acabei indo embora sem perguntar o nome de nenhum deles. O Australiano está mochilando e a Tcheca está morando na costa sul da espanha, e periodicamente sai pra mochilar ou se muda, após juntar dinheiro suficiente dando aulas de ioga! Bem diferente da nossa realidade hehe.

Ao chegarmos, deixamos as coisas no hotel e fomos à Catedral de Sevilla, que é aqui pertinho. A Catedral é absurdamente gigantesca, o terceiro maior monumento do mundo. Muito suntuosa, à vezes até demais. Há um altar em que eu não conseguiria assistir missa, de tanto que a decoração te prende a atenção.

Há também uma torre de 47m de altura, que se pode subir por rampas, e possui uma vista muito bonita da cidade. 

À noite saímos para as tapas! Tapas são pequenas porções de comida, para pedir pouco a pouco durante a noite. Geralmente são coisas que podem ser beliscadas, como batatas, queijos, presuntos… As ruas do bairro de Santa Cruz, à volta da Catedral ficam super movimentadas e há restaurantes por todos os lados. Diz o guia Folha da mamãe que Sevilla é a cidade com mais restaurantes por habitante.

Provamos uma sangria típica, que não tem a ver com o que chamamos de sangria no Brasil. Aqui sangria é uma mistura de vinho com suco de laranja e, no nosso caso, pedaços de maçã e bastante gelo. Parecia meio forte no início, mas à medida que o gelo foi derretendo, nem se sentia mais nada.

Conclusões da noite: 

Vale à pena ficar perto da Catedral, apesar do barulho;

Mamãe não dá conta de beber nem sangria;

Espanhóis são gatos;

Espanholas usam vestidos curtos;

Tapas são um esquema ótimo pra sair.

Notes

  • Sevilla, 20h45

Já na Espanha! Yei!

Estou ficando muito pra trás no tumbrl, então vou fazer meio que um consensado dos últimos dois dias.

Saindo de Évora na terça de manhã, seguimos para Vila de Viçosa, um pouco ao norte. Lá conhecemos o Paço Ducal, luxuoso palácio onde habitavam os duques de Bragança, muitas vezes herdeiros do trono de Portugal. Em muitos aposentos conserva-se a decoração que se utilizava quando o rei Carlos II lá habitou, logo antes de ser assassinado na Praça do Comércio, em Lisboa. Carlos II é o mesmo rei que frequentava o Palácio da Pena, que descrevi dois posts atrás, aquele que era aquarelista. Muitos quadros dele estão expostos no Paço Ducal.

Em frente ao Paço Ducal há uma estátua de Dom Pedro IV, nosso nem tão querido Dom Pedro I, que é aclamado em Portugal como o Rei Soldado. Relembrando nossas aulas de hitória, ele voltou a Portugal para defender o trono que seu irmão, Dom Miguel, iria assumir. Houve uma guerra civil, que terminou com a Vitória de Dom Pedro e exílio de Dom Miguel e qualquer futuro descendente. Seus descendentes foram anistiados apenas no final do século XX, voltando a ocupar o título de Duques de Bragança.

Em Vila Viçosa encontramos uma curiosa placa indicando a Sociedade Columbófila Calipolense! Quem souber o que isso significa, por favor me informe.

O mais engraçado é que, indo em seguida para faro, encontramos outra, dessa vez a Sociedade Columbófila de Faro! Que tinha um pombo como símbolo, e anunciava uma competição cujo primeiro lugar receberia o título de Pombo! Sério. Quem tiver um pouco mais de acesso à internet do que eu estou tendo, procure o que isso poderia ser.

Notes

  • Faro, 22h



Bem, continuando nossas aventuras, segunda-feira seguimos para Évora. Na verdade, seguimos para o Freeport, um local de outlets perto de Lisboa, para procuramos uma câmera no pra minha prima. No domingo, ela tinha deixado a câmera num parapeito para tirar uma foto e o vento (aquele vento dos infernos que nos perseguiu em Sintra e nas estradas) derrubou-a no chão. Resultado: câmera sem funcionar. O problema foi que no Freeport havia apenas roupas e acessórios, e em geral em preços não muito módicos. As coisas eram sim mais baratas do que nas lojas, mas cerca de 20% de desconto pode não ser o suficiente para fazer roupas de grife compráveis. De qualquer forma, por indicação de um cara em uma das lojas, fomos a um shopping e lá encontramos comida barata, um supermercado e a câmera pra Isa. Já eram 1h da tarde quando finalmente fomos para Évora. Chegamos lá perto do pôr-do-sol, com os locais turísticos já fechando. com sorte, conseguimos visitar a Capela dos Ossos, uma capela cujas paredes foram cravadas com mais de 500 esqueletos (!) com o intuito de fazer com que as pessoas dessem um pouco menos de importância a assuntos mundanos, e se lembrassem sempre que, frente à morte, sua avareza, orgulho e vaidade eram inexpressivas. No portal de entrada lê-se: “Nós, ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos”. Mórbido, não? Na verdade nem é tanto. Mas de fato faz com que se tenha no mínimo respeito pelo local. Um cara brasileiro que encontramos falhou tristemente em esconder seu medo, hehe. Na foto podemos ver um esqueleto pendurado. Diz a lenda que é de um filho que batia na mãe e a maltratava muito. Tendo ele morrido antes dela, ela proclamou que nem os vermes iam querê-lo.Évora, além de histórica, é uma cidade universitária. Com ruas agradáveis e bastante gente jovem, vimos essa exposição de guarda-chuvas em uma de suas praças. Para todo lado víamos também pessoas vestidas como se estivessem em Hogwarts! Incluindo as capas! Na verdade vimos gente assim em Porto também, mas achamos que era algum uniforme de escolas particulares. Em um restaurante, um garçom nos explicou que se tratava de uma veste que os mestrandos usavam! O mais divertido é que conforme os períodos iam passando, eles iam costurando apliques nas capas, com frases e figuras engraças. Teoricamente, quanto mais apliques, mais “veterano” se é. Por último, há as ruínas de um templo romano, datadas de sabe Deus quando, mas que permanecem na cidade mesmo após diversas conquistas, por mouros e europeus.
Papai e mamãe estão quase dormindo na mesa do restaurante.  Tive que trazer o pc pra cá porque no hotel não tem internet no quarto, e a que se pode usar no saguão é paga (5 euros a diária). Acho que vou encontrar esses problemas com frequência agora!